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O avião explicando o problema do caminhão

Hoje(05/07/18), a Embraer e a Boeing firmaram um acordo bilionário para criar nova empresa de aviação comercial. A perspectiva é de um crescimento considerável das duas empresas e, consequentemente, geração de empregos e barateamento das passagens aéreas. Essa joint venture já era esperada por todos. Faltava apenas o aval do governo para a negociação se concretizar.

O Brasil fez questão de que essa junção não envolvesse a área de segurança e defesa nacional. E o governo tem esse direito, já que detém uma ação especial (conhecida como golden share) que lhe dá poder de veto em algumas decisões importantes.

A Boeing, gigante do mercado, se interessou pela Embraer por esta ser líder no mercado de aviões de até 150 assentos, fator preponderante para rotas menores, e pelo seu vertiginoso crescimento nos últimos anos, algo que poderá ser valioso na sua árdua concorrência com a AirBus.

É possível que você esteja se perguntando: mas por que o governo não faz algo similar com a Petrobrás? Pois é, mas a Petrobrás é regida por algo chamado conteúdo local. Isto, linhas gerais, seria a obrigatoriedade de um mínimo de investimento nacional na empresa. Ao contrário do que possa parecer, isto não é nada bonito e nem nos ajuda.

Esta obrigatoriedade favorece o monopólio da nossa petrolífera no ramo, que por sua vez, gera aumento de preços e intervenção estatal(e, portanto, excelente oportunidade de corrupção).

Mas a Embraer não depende disto! Desta forma, a empresa tem uma excelente visão de mercado, se baseia na competitividade e está sujeita a concorrência se não agradar seus clientes. Esta concorrência, aliás, não é limitada apenas ao mercado nacional. Assim, seus padrões de qualidade devem atender às demandas nacionais e internacionais. O consumidor agradece a atenção.

Se ela aumentar demais os preços, ninguém mais voa de Embraer e, por não haver monopólio, o consumidor terá outras opções e, como consequência disto tudo, a possibilidade de greve é praticamente nula. Já o monopólio no ramo do petróleo proporciona o que estamos cansados de sentir na pele todos os dias.

Quando alguém falar em proteger a indústria, o mercado, e os empregos brasileiros, desconfie. Provavelmente, greve e aumento de preços virão por aí.

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