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Por que sou monarquista?

É visível o crescimento do interesse dos brasileiros pela nossa monarquia. Não apenas curiosos ou entusiastas, mas também por vários movimentos formais registrados pelo Brasil que não medem esforços para disseminar o ideal monárquico pelas redes sociais e pelas ruas.

Mas por que aderi a esta ideia? Simplesmente porque comecei a me interessar mais por teoria e filosofia política. Ao tomar conhecimento de um regime que não deixa a população à mercê dos interesses políticos, preza pela continuidade dos valores ocidentais e, além de tudo isso, é chefiado por um indivíduo o qual recebeu, por toda vida, educação nobre voltada para governar e não se preocupa em manter alianças políticas, resolvi investigar mais a fundo esta questão. Cabe salientar que me refiro à monarquia constitucional parlamentarista(Reino Unido é um exemplo), e não à monarquia absolutista onde o monarca manda e desmanda como um ditador se assim desejar.

No regime monárquico é bastante clara a distinção entre chefia de Estado e governo. O monarca(imperador, no nosso caso) é responsável por representar o Estado, enquanto o governo é liderado pelo líder da Assembleia geral(Presidente do Conselho de Ministros, no caso da nossa monarquia). O que isso significa? Significa que o poder não é tão concentrado em tão poucas pessoas como agora.

Atualmente, a Presidência da República acumula estas duas chefias. Ou seja, ao mesmo tempo que o(a) Presidente nomeia a suprema corte, chefia as forças armadas e representa o país no exterior(funções de chefe de Estado), também determina como o orçamento será gerido(função de chefe de governo). Portanto ele cuida do dinheiro e nomeia os magistrados que poderão, num eventual escândalo julgá-lo. É o monitorado escolhendo quem serão seus monitores. Muito fácil roubar assim, não?

Outra vantagem da monarquia é o caráter suprapartidário do monarca. Ele(a) não depende de filiações partidárias, tampouco conchavos para se manter no poder. A preocupação é com as próximas gerações, ao passo que atualmente as próximas eleições são o foco.

Esta foi apenas uma primeira abordagem sobre o tema para apresentá-lo a quem ainda não se debruçou sobre o assunto. Explicarei mais detalhes em posts futuros.

Para terminar contarei um fato sobre nosso último imperador, D. Pedro II. Quando por ocasião da sua partida para o exílio, após o golpe da república, o magnânimo(assim ele é conhecido até hoje) recebeu a visita de um emissário do novo governo o qual lhe oferecia um dote de 5.000 contos de réis, em nome do Marechal Deodoro da Fonseca, para que gozasse de uma vida confortável na Europa. D. Pedro II lhe perguntou se a liberação de tal quantia havia sido autorizada pelo parlamento. Ao ser respondido que não, o imperador recusou o dote alegando que ninguém deveria usar o dinheiro do tesouro sem a devida liberação pela Assembleia Geral. Desta forma, partiu para o velho continente e lá faleceu, dois anos depois, sem o menor luxo.

Consegue imaginar isso no Brasil de hoje?

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